04/09/2007 13:38
CALEIDOSCÓPIO

Do jornalista Carlos Chagas, comentarista do SBT e da Rádio Jovem Pan:
Por enquanto as equações estão em aberto, tudo pode acontecer, ainda que o fator tempo comece a se fazer presente. Ano que vem, antes que se iniciem as campanhas pelas prefeituras, as candidaturas presidenciais precisarão estar esboçadas, senão definidas. As disputas pelas capitais dos estados deverão obrigatoriamente estar assentadas em alianças nacionais prévias. Deixarão feridas abertas difíceis de fechar até a escolha do futuro presidente da República.
Começando pelo mais fácil: no PSDB, apesar da fumaça, tudo indica que o candidato será José Serra, confirmando o domínio dos paulistas. Nada leva a crer que Aécio Neves se contentará com a vice-presidência na chapa tucana. Terá, assim, até dezembro, para decidir-se a voltar ao ninho antigo, o PMDB, que o receberá de braços abertos, apesar das unhas de tamanduá.
O governador mineiro poderá contar com o apoio do presidente Lula e até mesmo do PT, se os arroubos da candidatura de um petista saírem pelo ralo, dada a falta de um candidato forte. A exigência seria de os companheiros indicarem vice-presidente.
A armação se complica porque, se for para vencer, ninguém melhor do que Ciro Gomes para companheiro de chapa do Aécinho, mas o PT engoliria o sapo? E Ciro, na hipótese de ser rejeitado na composição, deixaria de se lançar em vôo solo para o palácio do Planalto, tirando votos preciosos do bloco oficial?
O lulismo, hoje, suplanta o petismo, mas do choque poderão advir consequências funestas para a preservação do poder pelos que o detém. Nesse caso, e apesar das negativas, quem garante que o denominador comum óbvio não seria o terceiro mandato? Até mesmo com Aécio Neves de vice, mantendo-se um mineiro no cargo ...
enviada por Helena Chagas
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(O que é isso?)