29/09/2008 17:21

Aécio Neves e Dilma Roussef. É possível?

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, acaba de dar uma pequena entrevista aos repórteres de seu Estado, na solenidade de abertura da Expominas, em que fala sobre um possível aliança nacional entre o PSDB e o PT:

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), deu entrevista ao jornal "O Tempo", dizendo que as costuras feitas aqui entre o PT e o PSDB seriam possíveis em outras instâncias. Já seria uma conversa para 2010?

Aécio _
Vou responder de outra forma. Fiquei absolutamente impressionado com a repercussão do que ocorre em Belo Horizonte nos estados que visitei. Fui a seis estados nesses últimos três dias e em todos eles essa construção de Belo Horizonte, apresentada nos palanques, nos programas dos quais eu participei, é uma coisa nova da política brasileira. Mesmo um importante jornal, de circulação nacional, define com clareza que existem duas eleições com reflexos no futuro no Brasil, que é São Paulo e Belo Horizonte.

Pela primeira vez nós introduzimos a eleição de Belo Horizonte na agenda do país. É algo que pode ser construído lá adiante? É o tempo que vai dizer. Mas é algo que nós fizemos com clareza e com convicção de que nós estamos sinalizando para o futuro. Pode ser que isso ocorra em 2010, pode ser que não ocorra, pode ser que ocorra lá adiante, mas nós estamos dando uma demonstração clara de que nós, do PSDB e PT, não precisamos ser inimigos indefinidamente pela única razão de disputarmos o poder.

Acho que nós criamos aqui um canal de diálogo que pode sim, mesmo que não numa aliança eleitoral, influenciar o pós eleição de 2010, porque acho que o Brasil precisa de uma agenda comum, onde as questões principais sejam tratadas, sobretudo as reformas, não como questões políticas desse ou daquele governo que vence as eleições e o outro que perdeu venha combater. Mas sejam tratadas como questões do país, agenda do Brasil. Eu estarei no ano pós-eleição continuando essas conversas. Tenho conversado com setores do PT de outros estados e a responsabilidade que o PSDB tem pelo fato do PSDB ter governado por oito anos o Brasil e o PT estar governando por oito anos o Brasil, isso eleva o nosso patamar de responsabilidade, porque nós sabemos onde estão os gargalos do crescimento, nós sabemos que sem a reforma política, nós vamos cada vez mercantilizar mais as alianças políticas. Então, acho que nós devemos ter desprendimento, sobretudo, desses partidos, obviamente com outros aliados, para termos um compromisso, quem sabe pode ser sacramentado durante a campanha eleitoral, com essa agenda mínima que seja agenda do Brasil e não do governo, seja do PSDB ou do PT ou de qualquer outro partido.

Acho que Belo Horizonte está encaminhando isso. Nós plantamos algo aqui e, acredito, porque já percebi isso com clareza, principalmente nessa viagem, já começa a fazer escola Brasil afora.

Com que setores do PT o senhor está negociando e que outros partidos poderiam entrar nesse projeto?

Aécio _
Não vou nominar, porque poderia excluir. Aqui fica muito claro, é só ver o perfil dessa aliança. Acho que essa aliança, repito, é o embrião de algo que pode acontecer no Brasil. Inclusive, esses partidos que dão – obviamente pode haver exceções, até inclusão de outros – mas esse conjunto de partidos que apóia o Márcio Lacerda pode ser o embrião de um novo projeto, que incluiria ele e o próprio PMDB e os democratas que aqui disputam com candidaturas próprias. Eu acho que tem algo aqui em Minas que já tem a atenção grande do Brasil e que pode sim influenciar costuras futuras.

E qual seria a chapa?

enviada por Tales Faria






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